quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Açúcar

Esquinas, docinhos
flores e nuvenzinhas de algodão
Nada aqui é preto e branco
Todo o sorriso cabe dentro de mim
E se mostra, e explode, brilhando
quando me lembro do teu nome.
Eu sou toda feita de cores
e cada uma leva um sonho
Sonhos de sair daqui, sonhos de chegar lá
ou sonhos de ver você me olhar
Eu gosto de você
E gosto de pensar na sua risada
(vermelha, azul e branca)
enquanto ando pela avenida frenética.
Todos estão percebendo (tá bem fácil de ver)
Que há algum tempo, bonito,
Meu coração anda tocando música...


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Para Todas As Coisas

Para seduzir, olhar
Para divertir, bobagem
Para o carro, devagar
Mas para enfrentar, coragem

Para acreditar, mentira
Para discutir, opinião
Para levantar, sol
Mas para dormir, colchão

Para entender, conflito
Para se ganhar, amigo
Para deletar, mensagem
Para o verão, viagem

Para fofocar, revista
Para distrair, TV
Para uma dieta, açúcar
E para amar, você

Para encontrar, vontade
Para atravessar, a ponte
Para desejar, sorte
E para ouvir, Marisa

Para Capitu, Machado
Para uma mulher, Clarisse
Para Guimarães, Brasil
Na terceira margem do rio

Para o secador, molhado
Para o colar, anel
Para o batom, um beijo
Sempre muito apaixonado

Para se pintar, espelho
Para se perder, aposta
Para dividir, segredo
Para namorar, se gosta

Para um biscoito, avó
Para comprar, essencial
Para todas as coisas, nó
E para terminar, final


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essa música,
meu mais novo vício
Ana Cañas,
minha mais nova favorita

domingo, 24 de agosto de 2008

23º é 1º?

Acabei de ver a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. De novo cores estonteantes, movimentos sincronizados, tecnologia a serviço do espetáculo e disciplina militar. Mas nem é essa a questão que me fez vir escrever aqui.
O Brasil, nosso Brasil brasileiro, termina os Jogos em 23º lugar na classificação geral. Nada mal, diriam uns. Péssimo desempenho, diriam outros. Há como comparar nossas suadas 15 medalhas com as 100 ganhadas pelos chineses - que terminaram em primeiro lugar - ou as 110 conquistadas pelos norte-americanos? É claro que a questão também não é essa. Não podemos desmerecer nossos atletas, super hiper óbvio. O Brasil tinha tudo pra ser uma grande potência do esporte (e das artes, e da economia, e da educação...), mas é bem visível que a prioridade dos que governam nosso país não é essa. Nada disso é importante para eles, afinal nada disso se chama dinheiro.


Não acho que é por isso que temos que fazer um mega carnaval por uma medalha de bronze. É sim uma conquista enorme pra quem está lá, mas fazer um mega escândalo (como a imprensa brasileira fez: "fulana ganhou o bronze e fez históriaaaa! É a primeira mulher de 28 anos, 5 meses e 17 dias a conquistar uma medalha de bronze individual desde as olimpíadas passadas!!") já é demais. A palavra que falta é incentivo. E a que sobra é cobrança. É como se contentar com migalhas: agimos como se estivéssemos em primeiro lugar e o Brasil se rebaixa, como se medalhas de bronze fossem o máximo que merecêssemos. Pode parecer um pouco egoísta isso que eu estou escrevendo, mas não quero menosprezar o feito dos atletas, DE JEITO NENHUM, só acho que eles deveriam saber que podem ser ouro, mesmo que pra isso tenham que treinar em outros países, que darão a eles muito mais chances de vitória. Como o César Cielo fez.

Falando em Cielo, o que é aquele homem? Jesus, apaga a luz! Eu quase morri na frente da TV quando ele ganhou o ouro, foi muito, muito legal (e essa semana ele passou na Paulista e eu, mesmo estando lá, não vi! D:).

Tem uns resultados que não podem ser explicados em jogos como estes. Como as medalhas de prata das seleções feminina de futebol e masculina de vôlei. Lembro do meu amigo (Xo!) falando na faculdade depois da derrota feminina "Foi muito injusto... Elas jogaram bem melhor". E eu senti a mesma coisa ontem, quando via o Brasil perder pros EUA (Valeu aí, Tio Sam querido!) no vôlei masculino. Meu, pra mim, é claro (limpído, transparente, resplandescente) que eles são os melhores - do mundo-, assim como 2 e 2 são 4. Nem consegui ver o jogo inteiro, desliguei a TV e fui dormir.

E hoje tudo termina, pra voltar daqui a quatro anos, em Londres. Eu vou ter 22 (!) anos, já vou ter terminado a faculdade (acho) e vou estar morando no Rio (espero). Será?

Agora é hora de tirar meu mascotinho vermelho de pelúcia das Olimpíadas do meu chaveiro e guardá-lo numa gavetinha, pra que ele durma bem enquanto entra pra história.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

51, uma boa idéia

Este é o 51º post do blog. Eu nem sabia disso, descobri agora quando fui postar e achei que era uma informação de extrema relevância (mentira). Mas resolvi começar com isso porque percebi que sou mais uma na multidão dos afetados pela publicidade brasileira. Logo que vi o "50 postagens", minha mente automaticamente fez as ligações 50 -> 51 = 51, uma boa idéia.

É a mesma coisa que acontece quando perguntam "cadê meu celular?" e ouve-se um coro de "tá nas Pernambucanas!". Acho isso ao mesmo tempo tosco e fascinante: é o poder da propaganda e da força de martelar uma idéia na cabeça de um número enorme de pessoas.

Outro exemplo: um amigo me disse que a Net (empresa que fornece TV a cabo/internet/sei lá mais o quê) estava se instalando em Itu. Então eu disse: "é, na Sibéria não tem nada disso!" Ele deu uma risadinha e ficou por isso mesmo. Só depois, quando o assunto foi parar numa roda maior de amigos, que ele sacou que eu estava me referindo a uma frase que a Net usa em seus comerciais.

Adoro ler sobre estes assuntos, sobre como a publicidade inteligente coordena a mente do seu público-alvo sem que ele perceba (como no caso das cores como atrativos: vermelho e amarelo para restaurantes - vide Mc Donald's e Habbib's -, branco para provadores de roupas etc.), ou sobre os nomes de marcas que, de tão fortes, acabam substituindo o nome do produto em si (Nescau/Toddy para achocolatado, Xerox para fotocópia, Bombril para palha de aço, Miojo para macarrão instantâneo, Chiclete para goma de mascar...), e fico me perguntando o quanto isso é bom ou ruim pras pessoas. É como se nunca tivéssemos saído da escola, já que estamos constantemente sendo ensinados a como se deve agir, pensar e ser. Nossa essência poder acabar se perdendo no meio desse caminho.


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Fui dois dias dessa semana à Bienal do Livro (já falei dela em posts passados), e foi bem legal. Não tinha quase nada estupidamente barato (como eu esperava que tivesse), mas deu pra garimpar umas coisas bacaninhas, como camisetas lindas estampadas com poesias ou frases de gente inteligente (Machado de Assis, Woody Allen, Vinícius - ai! - de Moraes, Fernando Pessoa...) ou livrinhos de clássicos por R$3,50 cada (4 por 10 reais!). Além, claro, de admirar aquele graaaaaande evento que incentiva a leitura, uma coisa mais que fundamental pros filhinhos, pros papais, pros vovôs ou pra quem quer que seja. E ainda vi o Maurício de Souza e abracei o Menino Maluquinho! hahaha =)

O Fernando Meirelles não foi pra Bienal. Dias depois de ter visto o nome dele na programação, mandei um e-mail confirmando a linda informação e a fofa da assessora, muito educadamente (not!) me disse que ele não ia. E também não pude ir no dia em que a Marília Pêra foi. Mas pelo menos a Ana Júlia conseguiu o autógrafo do Demétrio Magnoli... hahaha


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Ainda preciso falar sobre a exposição de Bossa Nova na Oca, não posso esquecer! Mas vai ficar pra outro post...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Aos pés da diva

Ontem eu tive uma noite estrondosamente maravilhosa (adoro hiberbolizar as coisas - e inventar palavas que eu não sei se existem também). Li uma notícia no Metro de manhã e quase não acreditei nela: a minha cantora preferida, que eu amo, de quem eu sei quase todas as músicas de cor, de quem eu tenho trechos de letras espalhadas por todos os cantos, ia fazer a pré-estréia gratuita de seu documentário naquele dia mesmo, a noite, bem aqui na Avenida Paulista.

Era o lançamento do documentário O Mistério do Samba, que fala sobre a Velha Guarda da Portela, produzido pela cantora Marisa Monte.

Eu amo a Marisa Monte.

Caramba, foi muito bacana. Eu cheguei no Conjunto Nacional (onde foi a exibição) às 17h30, achando que ia poder ficar dando umas voltas na Livraria Cultura, já que os ingressos iriam começar a ser distribuídos só às 19h e a sessão seria às 20h. Até parece. Quando eu cheguei lá já tinha fila. Como fui sozinha, sentei no chão e fiquei minutos e minutos e minutos tentando me entreter pra que o tempo passasse rápido. Quando deu a hora, recebi meu ingresso, entrei na sala e sentei na segunda fila, beeeeem perto de onde ela ia ficar :B

O documentário foi muito bom. Lindo, delicado, super gostoso de ver, afinal, "quem não gosta de samba, bom sujeito não é"... Brincadeira, O Mistério do Samba é fofo mesmo. Assim que algum sambinha começava a tocar, todo mundo se mexia nas cadeiras, como numa coisa meio automática.

Depois da exibição a Marisa entrou, junto com dois produtores do filme prum debate. Meeeu, eu não consigo, ela é muito demais. Nossa!

Fui lá pra frente, quase nó pé do palco, tirar fotos dela (iééé, amo as super câmeras fotográficas da Cásper nessas horas!), e como todo mundo da imprensa tava ali, não estranharam que eu estivesse também. Acho que eu tirei milhares de fotos, um monte mesmo.

Ela ficou um tempo ali conversando com os espectadores e depois foi embora. Aí eu saí e uma moça da Natura me deu um perfume, Humor, de presente (hm, chato né) e eu fiquei mais contente ainda.

Peguei um táxi (tava morrendo de medo de não ter mais táxis e eu me ferrar o/) e voltei pra casa, feliz e cantando "ela que descobriu o mundo, e sabe vê-lo do ângulo mais bonitooo..."


Típica noite programada pra ser igual às outras que acaba sendo inesperadamente linda.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

About sadness

Sábado fui dormir com um milhão e meio de idéias de posts. Nossa, tinha um monte de coisas em mente pra postar. Acordei no outro dia e... esqueci tudo. Coisa estranha. Quem sabe depois eu me lembro de algo... Se bem que esses pensamentos noturnos sempre são esquecidos no dia seguinte, né? (Ou não)
Antes de dormir, desde pequena, eu viajaaava. Já inventei histórias de amor (pra viver de verdade e pra interpretar como atriz), já fiquei pensando na prova de física do outro dia, na bronca que a minha mãe tinha me dado, na festa que ia acontecer, no menino que me fazia suspirar... ou me imaginando daqui há uns anos, com meus sonhos realizados.

Eu fico imaginando muito, sonhando muito. É por isso (acho) que raramente meus planos vão pro real. Preciso começar a colocar as coisas em prática.

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Incrível como algumas banalidadezinhas (existe essa palavra?) podem em um dia triste soar como incentivo pra você. Você acorda estranha, e não tem vontade nenhuma de sair da cama. Aí sua mãe te liga (odeio morar longe da minha mãe vezes três elevado a décima oitava potência mais mil), dá bom dia e te lê uma mensagem que ela acabou de abrir no Minutos de Sabedoria dela: algo que diz a importância do pensamento positivo, porque pensar negativamente, além de não ajudar, atrapalha. Aí ela te deseja uma boa aula e diz que te ama. Funciona como injeção de ânimo, daquelas direto na veia.

Você se levanta, decide abrir a janela (algo que, normalmente, você só faz depois de ir ao banheiro, escovar os dentes, arrumar o cabelo etc.) e vê uma manhã LINDA (eu amo, amo, amo manhãs ensolaradas). É desanimador abrir a janela e ver cinza/tudo nublado/tempo horrível, e isso acontece quase todos os dias aqui em São Paulo. Mas hoje não. O dia estava lindo, lindo.

Eu encarei isso como um recado do papai do céu. Algo do tipo "vai, menina, vai devagar, mas continue indo". Fiquei feliz.

Na faculdade, pessoas queridas me ouvem, perguntam, respondem. Carinho plantado e alegria pelo carinho colhido.

Dormir a tarde, e sonhar. (Não faço outra coisa senão isso. Não, não dormir! Sonhar)

E já está na hora de ir dormir de novo. Posto pela primeira vez do meu quarto, onde eu fico sempre sozinha, sempre sozinha, sempre sozinha. Quero que a sexta-feira chegue logo...



Ninguém sabe o quanto de vitória e o quanto de derrota cada um carrega em seu viver.



um passo
de
cada
vez.

domingo, 17 de agosto de 2008

Oi? Como assim?

Momento quequéisso?! do dia:

Ele come feito um boi
Para suportar o seu espartano programa de treinamento – que prevê cinco horas de exercícios, dentro e fora da piscina, seis dias por semana –, Michael Phelps ingere inacreditáveis 12.000 calorias diárias

O cardápio de Phelps

Café da manhã
3 sanduíches de ovos fritos, queijo, alface, tomate, cebola frita e maionese
2 xícaras de café
1 omelete com 5 ovos
1 tigela de cereais
3 fatias de french toast com açúcar
3 panquecas com pedaços de chocolate

Almoço
1 pacote de macarrão
2 sanduíches de presunto e queijo
Bebida energética com 1.000 calorias

Jantar
1
pacote de macarrão
1 pizza inteira
Bebida energética com 1.000 calorias

Isso equivale:
Ao que 5 homens comem por dia
À metade do consumo calórico diário de um boi em regime de engorda
A tudo que a modelo inglesa Kate Moss come em 15 dias


(Fonte: Revista Veja - 20 de agosto de 2008)


Agora vem a pergunta: COMO FAZ?!