domingo, 24 de agosto de 2008

23º é 1º?

Acabei de ver a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim. De novo cores estonteantes, movimentos sincronizados, tecnologia a serviço do espetáculo e disciplina militar. Mas nem é essa a questão que me fez vir escrever aqui.
O Brasil, nosso Brasil brasileiro, termina os Jogos em 23º lugar na classificação geral. Nada mal, diriam uns. Péssimo desempenho, diriam outros. Há como comparar nossas suadas 15 medalhas com as 100 ganhadas pelos chineses - que terminaram em primeiro lugar - ou as 110 conquistadas pelos norte-americanos? É claro que a questão também não é essa. Não podemos desmerecer nossos atletas, super hiper óbvio. O Brasil tinha tudo pra ser uma grande potência do esporte (e das artes, e da economia, e da educação...), mas é bem visível que a prioridade dos que governam nosso país não é essa. Nada disso é importante para eles, afinal nada disso se chama dinheiro.


Não acho que é por isso que temos que fazer um mega carnaval por uma medalha de bronze. É sim uma conquista enorme pra quem está lá, mas fazer um mega escândalo (como a imprensa brasileira fez: "fulana ganhou o bronze e fez históriaaaa! É a primeira mulher de 28 anos, 5 meses e 17 dias a conquistar uma medalha de bronze individual desde as olimpíadas passadas!!") já é demais. A palavra que falta é incentivo. E a que sobra é cobrança. É como se contentar com migalhas: agimos como se estivéssemos em primeiro lugar e o Brasil se rebaixa, como se medalhas de bronze fossem o máximo que merecêssemos. Pode parecer um pouco egoísta isso que eu estou escrevendo, mas não quero menosprezar o feito dos atletas, DE JEITO NENHUM, só acho que eles deveriam saber que podem ser ouro, mesmo que pra isso tenham que treinar em outros países, que darão a eles muito mais chances de vitória. Como o César Cielo fez.

Falando em Cielo, o que é aquele homem? Jesus, apaga a luz! Eu quase morri na frente da TV quando ele ganhou o ouro, foi muito, muito legal (e essa semana ele passou na Paulista e eu, mesmo estando lá, não vi! D:).

Tem uns resultados que não podem ser explicados em jogos como estes. Como as medalhas de prata das seleções feminina de futebol e masculina de vôlei. Lembro do meu amigo (Xo!) falando na faculdade depois da derrota feminina "Foi muito injusto... Elas jogaram bem melhor". E eu senti a mesma coisa ontem, quando via o Brasil perder pros EUA (Valeu aí, Tio Sam querido!) no vôlei masculino. Meu, pra mim, é claro (limpído, transparente, resplandescente) que eles são os melhores - do mundo-, assim como 2 e 2 são 4. Nem consegui ver o jogo inteiro, desliguei a TV e fui dormir.

E hoje tudo termina, pra voltar daqui a quatro anos, em Londres. Eu vou ter 22 (!) anos, já vou ter terminado a faculdade (acho) e vou estar morando no Rio (espero). Será?

Agora é hora de tirar meu mascotinho vermelho de pelúcia das Olimpíadas do meu chaveiro e guardá-lo numa gavetinha, pra que ele durma bem enquanto entra pra história.

2 comentários:

Ana Luiza disse...

meudeusnãoacredito que o cielo tava na paulista!!!!! +.+ morri! aehauheuahe

Eden Thiago disse...

O Brasil é um país que cria heróis, mas não cria campeões olímpicos, como o César Cielo, acho que comemoramos mais que os EUA com as 8 medalhas do phelps, pq ele conseguiu na vontade, e com mérito total dele, e nenhum do país.
O do vôlei tbm não consegui assistir o final x.x, mas nõa achei tão eles perderem por um fato, o time dos EUA joga bem, é um bom time, e já tinha derrotado os brasileiros.Esse time já estava no topo a 7 anos, não tem como naõ cair, e talvez demore uns dois, ou até três anos para que vejamos ele vencedor com antes, pois haverá a renovação, a reformulação.
As medalhas que fiquei realmente, bem, decepcionado, foram a do Tiago Camilo, que tinha tudo para ser ouro, e a das Mulheres, que em jogos naõ decisivos quando de goleada de todos os times, e na decisão sempre acaba perdendo, como era antes o vôlei feminino.
E futebol amsculino...isola.